A todos os meus amigos e família, desejo uma Santa Páscoa!

Que sejamos todos capazes de abraçar a nossa Cruz e renascer a cada dia na Fé.

Que este cristão nos sirva de modelo http://www.youtube.com/watch?v=MluQQFl-Z1g

Aqui está o video que fiz para apresentar na minha unidade.

Tema: Eu e o meu País.

http://rapidshare.com/files/363290627/Portugal_15_02_0003.wmv.html

Todos os homens sonham, mas não da mesma forma. Os que sonham de noite, nos recessos poeirentos das suas mentes, acordam de manhã para verem que tudo, afinal, não passava de vaidade. Mas os que sonham acordados, esses são homens perigosos, pois realizam os seus sonhos de olhos abertos, tornando-os possíveis. — T.E. Lawrence, Os Sete Pilares da Sabedoria.

Na continuação do post anterior, achei por bem falar um pouco de T.E. Lawrence. Uma figura ímpar na história do século XX.

Certamente conhecem a música do filme que biográfico “Lawrence of Arabia”. Sim, já ouviram de certeza.

Lawrence of Arabia

Este personagem histórico serviu de base ao filme “Lawrence da Arábia”, um épico de 1962.

Aqui vai um excerto do texto da Wikipedia

“Thomas Edward Lawrence (16 de Agosto de 1888 – 19 de Maio de 1935), também conhecido como Lawrence da Arábia, e (aparentemente entre os seus aliados árabes) Aurens ou El Aurens, foi um arqueólogo, militar, agente secreto, diplomata e escritor britânico .

Tornou-se famoso pelo seu papel como oficial britânico de ligação durante a Revolta Árabe de 1916-1918. A sua fama como herói militar foi largamente promovida pela reportagem da revolta feita pelo viajante e jornalista americano Lowell Thomas, e ainda devido ao livro autobiográfico de Lawrence, Os Sete Pilares da Sabedoria.

Foi convocado para as Forças Armadas da Inglaterra no início da Primeira Guerra Mundial e em 1917 seria oficialmente destacado para a força expedicionária do Hejaz, sob o comando do General Wingate, sendo transferido em 1918 para o estado-maior do General Allenby.

É como tenente do serviço secreto inglês que Lawrence inicia, em 1914, sua carreira militar no Oriente Médio. A identificação de Lawrence com a causa árabe, cultivada quando ainda trabalhava como arqueólogo, torna-o peça importante da manobra britânica para vencer o Império Turco Otomano, aliado da Alemanha na guerra. Como oficial inglês e admirador da cultura árabe, aproxima-se de Faiçal, um dos líderes da revolta e filho do xerife de Meca, Hussein ibn Ali. Seus conhecimentos sobre a geografia local e o exército turco, somados aos ideais de soberania da nação árabe, logo conquistam Feisal e fazem de Lawrence o conselheiro logístico do movimento, comandante de um exército de dez mil homens.

Grande articulador, ele consegue reverter a ocupação do território árabe, impedindo a retaliação turca, através de ações de guerrilha, como explosões de trens e estradas de ferro e aniquilação de reservas materiais, que culminam com a tomada de Damasco em outubro de 1918. Nesse ano, Lawrence foi promovido ao posto de tenente-coronel.

Lawrence foi feito Companheiro da Ordem do Banho e foi-lhe concedida a Ordem de Serviços Distintos (DSO) e a Legião de Honra francesa, mas em Outubro de 1918 recusou ser feito Comandante Cavaleiro do Império Britânico (que lhe possibilitaria o uso do título de Sir ), das mãos do próprio rei Jorge V.

Em 1919 tornou-se conselheiro da delegação árabe na Conferência de Paz de Paris, onde viu as antigas promessas de reconhecimento da soberania da nação árabe serem desfeitas, com a divisão dos territórios árabes entre França e Inglaterra. Foi também nesse ano que o seu pai morreu e que a mãe lhe confirmou que ele e seus irmãos eram filhos ilegítimos, facto chocante para a época e que muito perturbava o próprio Lawrence.

Entre 1921 e 1922 foi consultor de assuntos árabes da Divisão do Oriente Médio do Departamento Colonial. A convite de Winston Churchill participou, em 1922, da Conferência do Cairo.

Em 1922, embaraçado em parte com a notoriedade da lenda de “Lawrence da Arábia” (criada pelo jornalista americano Lowell Thomas), e recusando inúmeros convites de trabalho e posição concordantes com o seu talento e capacidades invulgares, Lawrence preferiu alistar-se na Royal Air Force (RAF) como soldado raso, sob o nome de John Hume Ross, onde foi sujeito a uma recruta muito dura que descreveu no seu livro póstumo, The Mint. A sua situação singular depressa foi descoberta e explorada pela imprensa e o comando da RAF viu-se forçado a exonerá-lo.

Contudo, não desistiu dos seus planos de ingressar nas fileiras, e em 1923 alistou-se no Royal Tank Corps, sob o nome de Thomas Edward Shaw, nome que adoptou oficialmente em 1927. Nova recruta ainda mais brutal do que a primeira, e entre camaradas de caserna verdadeiramente boçais na sua maioria, cuja vulgaridade e grosseria o repugnavam. A vida naquele corpo militar, em Bovington, era-lhe bastante penosa, e só os velozes passeios de motocicleta e as breves horas passadas no refúgio que criou na sua cabana de Clouds Hill lhe mitigava os dias embrutecidos.

Por fim, em 1925, depois das sucessivas recusas aos seus pedidos de transferência, teve de de ameaçar suicidar-se, conseguindo que o seu amigo e comandante da RAF Hugh Trenchard, para evitar um escândalo nacional, aceitasse o seu regresso à RAF, onde permaneceu tranquilo e protegido, como responsável de arrecadação e depois técnico de lanchas de salvamento, até à sua passagem à reserva em 1935, recusando sempre toda e qualquer promoção de posto acima de cabo.

Lawrence foi um soldado exemplar, íntegro, meticuloso na execução dos seus deveres e um excelente camarada, generoso e amável. A maioria dos outros militares sabia que aquele homem modesto e quase insignificante, reservado e com modos aristocráticos era o famoso Lawrence da Arábia, mas respeitavam-lhe a intimidade e não lhe faziam perguntas sobre o seu passado. Era, contudo, um subordinado incómodo para alguns superiores hierárquicos mais inseguros ou incompetentes, que se sentiam incomodados por terem de lidar com um antigo tenente-coronel e com o seu currículo. Lawrence tinha muitos amigos poderosos entre a élite militar, política e cultural britânica (Winston Churchill, Hugh Trenchard, Lady Astor, George Bernard Shaw, Thomas Hardy, E.M. Forster, Liddell Hart, Robert Graves, Noel Coward etc.), e isso desagradava a alguns dos seus chefes, que temiam que ele pudesse expôr-lhes as fragilidades.

Em 13 de Maio de 1935, Lawrence foi de moto até aos correios de Bovington, para enviar uma encomenda de livros a um amigo e um telegrama a Henry Williamson. De regresso a Clouds Hill, ao desviar-se abruptamente para evitar o embate com dois jovens ciclistas foi cuspido da moto, fracturando gravemente o crânio. Permaneceu em coma durante seis dias, morrendo a 19 de Maio, aos 46 anos e 9 meses de idade, sem nunca ter recuperado a consciência (se tivesse sobrevivido teria ficado em estado vegetativo). Foi enterrado a 21 de Maio, na Igreja de São Nicolau, em Moreton, Dorset. Assistiram ao enterro Winston Churchill e Lady Astor, entre outros notáveis.”

Tive o privilégio de partilhar a minha adolescência com muitas pessoas especiais. Uma delas é a G. Uma pessoa de grande personalidade e integridade que marca quem tem o privilégio de a conhecer. Uma das pessoas que estava às 4 da manhã no aeroporto para me ver partir…

Lembro-me que nos intervalos das aulas, no colégio, e nos fins de tarde, fazíamos planos para o futuro, partilhávamos sonhos. Alguns desses sonhos não se concretizaram, outros foram remodelados e outros… bem, outros estão a ganhar forma!

Lembro-me de lhe dizer uma vez “Um dia, vais receber um postal meu, de um lugar longínquo e quando formos velhinhas, vamos tomar chá e relembrar todos os bons momentos que vivemos!”

Pois bem, a G foi a primeira pessoa a receber um postal meu, desta “minha” terra longínqua.

Quando o entreguei ao funcionário dos correios, pensei “Vai! Chega a Portugal e fá-la sorrir!”

Ela disse que lhe fez lembrar Lawrence d’Arábia! Apesar de estar cá há 2 meses, ainda não tinha realizado que estou onde ele esteve! Só ela para me lembrar dos grandes pormenores!

Como era o postal? Nada de brilhante, sem glamour, apenas uma corrida de camelos, com a cor da Arábia e o pulsar do deserto, porque afinal, a vida é uma corrida num percurso mais ou menos agreste.

Pois bem minha Amiga, a primeira parte do tratado eu cumpri! A segunda é da tua responsabilidade. Apenas tenho algumas exigências para esse “chá”: que seja na Nossa terra, com o álbum de memória no regaço e os netos ao redor! Combinado? ;)

Em Setembro do ano passado, foi inaugurada a primeira universidade na Arábia Saudita onde homens e mulheres podem estudar lado a lado, sem segregação de géneros.

Tudo graças ao Rei Abdullah, que é realmente um pioneiro!

Aqui vai a notícia na íntegra, publicada em www.ionline.pt.

“O rei Abdallah da Arábia Saudita inaugurou hoje uma universidade dotada de equipamentos tecnológicos de ponta que custou 1,5 mil milhões de dólares, o primeiro estabelecimento misto do reino.

Vários chefes de Estado estrangeiros e investigadores de renome mundial participaram na cerimónia de inauguração da Universidade de Ciencia e Tecnologia Rei Abdullah, que coincidiu com a festa nacional saudita.

Entre as personalidades presentes estavam o presidente sírio, Bachar al-Assad, o rei Abdallah II da Jordânia, os presidentes turco, Abdallah Gül, sudanês, Omar al-Béchir, mauritano, Mohamed Ould Abdel Aziz, e das Filipinas, Gloria Macapagal-Arroyo.

O monarca saudita sublinhou que esta universidade tinha sido para ele “um sonho que durou mais de 25 anos”, acrescentando que “a fé e a ciência não são incompatíveis” e que “as universidades devem estar na primeira linha na luta contra os extremistas”.

Desejou também ver o novo estabelecimento tornar-se “uma casa de saber e um local de tolerância”.

Antes dele, o ministro do Petróleo e presidente do Conselho de administração da Universidade Ali al-Nouaïmi, declarou que este estabelecimento “representa uma viragem para o futuro da Arábia Saudita”.

Oficialmente destinada a colocar o reino na categoria dos países que trabalham na investigação, a universidade vai também quebrar um tabu neste país ultra-conservador tornando-se o primeiro estabelecimento público saudita misto.

Em apenas dois anos, os sauditas terminaram a construção do campus universitário que tem grandes edifícios modernos para a investigação e alojamentos num terreno desértico de 26 quilómetros quadrados, a 80 quilómetros a Norte de Jiddah no Mar Vermelho, e para o qual recrutaram centenas de cientistas e de estudantes de todo o mundo.

A Universidade, dotada dos super-computadores mais rápidos do mundo e de outros equipamentos de ponta, já lançou programas de investigação conjuntos com instituições tão prestigiadas como a Universidade Nacional de Singapura, o Instituto Francês do Petróleo ou as universidades de Cambridge (Grã-Bretanha) ou de Stanford (Estados Unidos).

Criou as suas próprias unidades de pesquisa em domínios tão diversos como as nanotecnologias, as matemáticas aplicadas, a energia solar e a engenharia biológica.

“Há dois anos, só havia areia e mar. Hoje, é uma das melhores infra-estruturas de investigação”, disse o reitor da nova Universidade, Choon Fong Shih, de Singapura.

As autoridades deslocaram um impressionante dispositivo de segurança para a cerimónia, que ocorre um dia depois de novas ameaças da rede terrorista Al-Qaida na Península Arábica.

Os cursos, em língua inglesa, começaram em Setembro com 71 professores e 374 estudantes, dos quais 15 por cento são sauditas. Os outros vêm de vinte países.

Quinze por cento do corpo estudantil é constituído por mulheres provenientes de universidades no estrangeiro.

No ‘campus’, as mulheres vão conviver livremente com os homens, sem necessidade de usarem a abaya (capa) negra e poderão conduzir um carro.

“Não fixámos quotas para os homens e as mulheres. O que a Universidade de Ciencia e Tecnologia Rei Abdullah procura são os melhores do mundo”, indicou Nouaïmi”

Qual a coisa, qual é ela, que é oferecida hoje em todo o mundo, mas que está proibida aqui no Reino, durante este dia?

Acertaram!

Feliz Dia dos Namorados (para quem comemora e para quem pode comemorar!!)

 

Foto aérea do Hospital

A mesquita por que passo todos os dias, a caminho do trabalho

Uma das entradas para o Hospital

O Complexo onde moro

Entrada do Complexo

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