Em Setembro do ano passado, foi inaugurada a primeira universidade na Arábia Saudita onde homens e mulheres podem estudar lado a lado, sem segregação de géneros.

Tudo graças ao Rei Abdullah, que é realmente um pioneiro!

Aqui vai a notícia na íntegra, publicada em www.ionline.pt.

“O rei Abdallah da Arábia Saudita inaugurou hoje uma universidade dotada de equipamentos tecnológicos de ponta que custou 1,5 mil milhões de dólares, o primeiro estabelecimento misto do reino.

Vários chefes de Estado estrangeiros e investigadores de renome mundial participaram na cerimónia de inauguração da Universidade de Ciencia e Tecnologia Rei Abdullah, que coincidiu com a festa nacional saudita.

Entre as personalidades presentes estavam o presidente sírio, Bachar al-Assad, o rei Abdallah II da Jordânia, os presidentes turco, Abdallah Gül, sudanês, Omar al-Béchir, mauritano, Mohamed Ould Abdel Aziz, e das Filipinas, Gloria Macapagal-Arroyo.

O monarca saudita sublinhou que esta universidade tinha sido para ele “um sonho que durou mais de 25 anos”, acrescentando que “a fé e a ciência não são incompatíveis” e que “as universidades devem estar na primeira linha na luta contra os extremistas”.

Desejou também ver o novo estabelecimento tornar-se “uma casa de saber e um local de tolerância”.

Antes dele, o ministro do Petróleo e presidente do Conselho de administração da Universidade Ali al-Nouaïmi, declarou que este estabelecimento “representa uma viragem para o futuro da Arábia Saudita”.

Oficialmente destinada a colocar o reino na categoria dos países que trabalham na investigação, a universidade vai também quebrar um tabu neste país ultra-conservador tornando-se o primeiro estabelecimento público saudita misto.

Em apenas dois anos, os sauditas terminaram a construção do campus universitário que tem grandes edifícios modernos para a investigação e alojamentos num terreno desértico de 26 quilómetros quadrados, a 80 quilómetros a Norte de Jiddah no Mar Vermelho, e para o qual recrutaram centenas de cientistas e de estudantes de todo o mundo.

A Universidade, dotada dos super-computadores mais rápidos do mundo e de outros equipamentos de ponta, já lançou programas de investigação conjuntos com instituições tão prestigiadas como a Universidade Nacional de Singapura, o Instituto Francês do Petróleo ou as universidades de Cambridge (Grã-Bretanha) ou de Stanford (Estados Unidos).

Criou as suas próprias unidades de pesquisa em domínios tão diversos como as nanotecnologias, as matemáticas aplicadas, a energia solar e a engenharia biológica.

“Há dois anos, só havia areia e mar. Hoje, é uma das melhores infra-estruturas de investigação”, disse o reitor da nova Universidade, Choon Fong Shih, de Singapura.

As autoridades deslocaram um impressionante dispositivo de segurança para a cerimónia, que ocorre um dia depois de novas ameaças da rede terrorista Al-Qaida na Península Arábica.

Os cursos, em língua inglesa, começaram em Setembro com 71 professores e 374 estudantes, dos quais 15 por cento são sauditas. Os outros vêm de vinte países.

Quinze por cento do corpo estudantil é constituído por mulheres provenientes de universidades no estrangeiro.

No ‘campus’, as mulheres vão conviver livremente com os homens, sem necessidade de usarem a abaya (capa) negra e poderão conduzir um carro.

“Não fixámos quotas para os homens e as mulheres. O que a Universidade de Ciencia e Tecnologia Rei Abdullah procura são os melhores do mundo”, indicou Nouaïmi”